Iguape - SP,   Segunda-feira,   10 de Dezembro de 2018

Conheça Iguape

Origens

Oficialmente, Iguape foi fundada em 3 de dezembro de 1538 (472 anos). A data de fundação atual foi estabelecida em 1938, pelo então prefeito, Manoel Honório Fortes, o qual incumbiu uma comissão de historiadores paulistas, presidida pelo ilustre Afonso d’Escragnolle Taunay, para estabelecerem a data provável da fundação, sendo aceito o dia 3 de dezembro de 1538, baseados em documentos históricos que usam como referência a data de separação de Iguape e Cananeia. A real data da fundação do município é desconhecida. Alguns historiadores chegam a acreditar que já havia europeus vivendo na região mesmo antes do descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Remonta a 1577, a data que o povoado foi elevado à categoria de Freguesia de Nossa senhora das Neves da Vila de Iguape, quando foi aberto o primeiro Livro do Tombo da Igreja de Nossa Senhora das Neves, construída no local conhecido por Vila Velha, no sopé do morro, chamado de “Outeiro do Bacharel”, defronte a barra do Icapara. Não se sabe ao certo, a data da elevação à vila, porém, acredita-se que tenha sido entre 1600 e 1614, quando, neste último ano, foi iniciada a construção da antiga Igreja Matriz, já no local atual, no centro urbano, após a mudança da então freguesia, ordenada pelo fidalgo português Eleodoro Ébano Pereira. A vila foi elevada a cidade pela lei n° 17 de 3 de abril de 1848 com o nome de Bom Jesus da Ribera, mas no ano seguinte, por lei n° 3 de 3 de maio, modificado o nome para Bom Jesus de Iguape, e o costume popular simplificou para Iguape.

Tordesilhas

Em 1494, foi firmado um acordo entre Portugal e Espanha estabelecendo a exata dimensão de suas posses nas terras recém descobertas. A partir desse momento histórico, o Tratado de Tordesilhas fixaria os limites territoriais de portugueses e espanhóis, inclusive nas terras americanas. O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. O referido meridiano passava sobre Iguape[7], ao sul, o limite era o Rio da Prata; a leste, o Oceano Atlântico, e a oeste a Província de Tucuman, atualmente pertencente à Argentina. Outro limite era a cidade de Santa Cruz de la Sierra, elevada à província e desmembrada do Paraguai pelo Marquês de Cañete. O pouco que se sabe sobre as origens de Iguape é que chegou à região por volta do ano 1502, trazido pela expedição de Américo Vespúcio, uma figura obscura da história brasileira, o degredado português Cosme Fernandes, conhecido como Bacharel de Cananeia. O Bacharel tornou-se uma figura poderosa na região, vindo a possuir muitos escravos e não prestando obediência à coroa portuguesa. Por esses tempos -possivelmente desde 1498 – também ali vivia o aventureiro espanhol Ruy Garcia Moschera, a quem é oficialmente atribuída a fundação do município. Moschera vivera anteriormente no rio da Prata e se instalara ali possivelmente por ser aquela uma região de disputa entre Espanha e Portugal, visto que se encontrava próxima à linha do Tratado de Tordesilhas, que havia sido ratificado havia poucos anos e cuja demarcação correta ainda não estava estabelecida.

 

Capitanias hereditárias Mapa de Luís Teixeira (c. 1574), com a divisão da América Portuguesa. Biblioteca da Ajuda, Lisboa.

Entrincheiramento de Iguape

Outeiro do Bacharel, vista da barra do Icapara, local onde ocorreu a batalha.

Registros históricos dão conta que em 1532, pouco depois de chegar ao Brasil, Martim Afonso de Sousa ordenara a desocupação por Moschera e pelo Bacharel do território onde hoje está Iguape, que pertenceria à coroa portuguesa e, não sendo atendido, ordenara uma expedição chefiada por Pero de Góis que deveria executar a desocupação à força. A essa altura, informados sobre a expedição, Moschera e o Bacharel, apoiados por duzentos indígenas flecheiros, capturaram um navio corsário francês que pouco antes aportara a Cananeia em busca de provisões, apoderando-se de suas armas e munições. Em seguida, fizeram cavar uma trincheira em frente à povoação de Iguape, no sopé do morro, conhecido por “Outeiro do Bacharel”, guarnecendo-a com quatro das peças de artilharia do navio francês. Na sequência, dispuseram vinte espanhóis e cento e cinquenta indígenas emboscados no manguezal do Mar Pequeno, subindo a foz da barra do Icapara, aguardando a força portuguesa. Esta, composta por oitenta homens, ao desembarcar foi recebida sob o fogo da artilharia, sendo desbaratada. Na retirada, os sobreviventes foram surpreendidos pelas forças espanholas, emboscadas na foz da barra do Icapara, onde os remanescentes pereceram, sendo gravemente ferido o seu capitão, Pero de Góis, por um tiro de arcabuz.

Guerra de Iguape

Em contrapartida, entre os anos de 1534 e 1536, ao lançar um contra-ataque que ficou conhecido como a Guerra de Iguape, as forças de Moschera e do Bacharel destruíram a vila de São Vicente, matando a maior parte da população, libertando os prisioneiros e incendiando o cartório onde estavam os registros oficiais do município, levando inclusive o Livro do Tombo, fonte oficial de informação sobre a região de Iguape e sobre seus fundadores. Após os ataques, ambos teriam fugido para a Ilha de Santa Catarina, tendo Moschera retornado ao rio da Prata e o Bacharel Fernandes para Cananeia.

A povoação de Iguape continuou sob o domínio do Bacharel Fernandes e teve sua primeira igreja, em homenagem a Nossa Senhora das Neves, construída em 1537. Após alguns anos de existência onde hoje está a vila de Icapara, a falta de água potável, a falta de espaço para expansão e eventuais ataques piratas levaram à transferência da então Freguesia de Nossa Senhora das Neves de Iguape do seu local original para outra área alguns quilômetros ao sul, entre os anos 1620 e 1625, por ordem do fidalgo português Eleodoro Ébano Pereira, para onde atualmente situa-se o centro urbano do município, em uma sesmaria cedida pelo donatário Francisco Alvares Marinho, sendo o termo de doação assinado em 2 de julho de 1679 por Francisco Pontes Vidal e Manoel da Costa, herdeiros de Cosme Fernandes.

Ouro

Ainda no século XVI foram descobertos os primeiros sinais de ouro na região. Devido à sua abundância, a procura logo se intensificou e rapidamente a exploração do ouro de aluvião se tornou a principal atividade econômica do município. Conta-se que nesse período a riqueza era tamanha que as mulheres enfeitavam seus cabelos com ouro em pó. Para evitar o contrabando e intensificar a cobrança de impostos pela coroa portuguesa, foi fundada por volta de 1630 a Casa de Officina Real de Fundição de Ouro, que é considerada por alguns historiadores como sendo a primeira do gênero no Brasil. No casarão onde funcionava a fundição hoje está o museu do município. Outros casarões que hoje fazem parte do centro histórico do município também são dessa época.

Com o esgotamento das minas e o descobrimento de ouro no interior do Brasil, especialmente em Minas Gerais, o município rapidamente entrou em declínio, voltando depois a crescer com o desenvolvimento da indústria de navegação e com a plantação de arroz.

Encontro da imagem do Bom Jesus

Em 1918, o pintor Trajano Vaz retratou o encontro da imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape, na praia do Una, em 1647.

Romaria e missa campal, celebrada anualmente, no dia 27 de julho, no local do encontro da imagem.

Em 1647, no auge da riqueza proporcionada pelo ouro, Iguape transformou-se em um centro de peregrinação. Na descrição do aparecimento da santa imagem, mandada escrever no Livro do Tombo em 1730[8], pelo Reverendo Padre Christóvão da Costa e Oliveira, o qual a transcreveu de documentos ainda mais antigos, e era tradição que a imagem do Senhor Bom Jesus vinha do Reino de Portugal, embarcada para Pernambuco, e ao encontrar com inimigos infiéis, com receio de ter seus objetos religiosos profanados, os portugueses a lançaram no mar, juntamente com o que se achou junto dela, cera e azeite doce. Alguns meses depois, Francisco de Mesquita, morador da praia da Jureia, mandou dois índios boçais e sem conhecimento da fé, para a Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Estes, ao passarem pela praia do Una, acharam junto ao rio Passauna, um vulto desconhecido rolando nas ondas, e levaram-no para a praia, onde cavaram um buraco e o colocaram em pé com o rosto para o nascente e assim deixaram com um caixão, cera do reino e umas botijas de azeite doce, os quais se encontravam afastados do local. Ao retornar, os índios acharam o dito vulto desconhecido, no mesmo lugar, mas com o rosto virado para o poente, e acharam estranho não haver vestígio sequer de que alguém o tivesse movido. Logo que chegaram ao sítio de seu administrador, contaram o fato e a notícia se espalhou, e assim que se soube pelos vizinhos, resolveram que Jorge Serrano e sua mulher Anna de Góes, seu filho Jorge Serrano e sua cunhada Cecília de Góes, ia ver o que foi contado pelos índios, e acharam a santa imagem e a colocaram em uma rede e a trouxeram alternadamente entre eles, até o sopé do morro da Juréia, local conhecido como rio Verde, onde foram alcançados por moradores vindos da Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, que souberam da notícia, e os ajudaram no transporte até o alto do morro, onde estes prosseguiram até a barra do rio, no bairro Barra do Ribeira, onde os moradores da então vila de Iguape foram buscar a imagem. Esta foi então levada para um riacho, no sopé do Morro do Espia, onde sobre as pedras, foi banhada para lhe retirar o sal marinho e ser encarnada novamente. Após ser decorada, foi entronizada no altar-mor da antiga Igreja de Nossa Senhora das Neves em um sábado no dia 2 de novembro de 1647[8]. No mesmo tempo em que foi achada a imagem na praia, foram vistas pelo Padre Manoel Gomes, Vigário da Ilha de São Sebastião, cruzar o mar de Norte a Sul, seis luzes iluminando uma grande circunferência, segundo disse o Vigário ao Reverendo Padre Antonio da Cruz, religioso da Companhia de jesus, e que seja transmitida a todos, e estes louvem ao Senhor como convém, segundo a profecia: Orietur vobis Sol justitiae, et sanitas in pennis ejus (Para vós nascerá o Sol da justiça, e estará a salvação sob as suas asas – Ml 4,2). Este riacho ficou conhecido como Fonte do Senhor e segundo a lenda, a pedra sobre a qual a imagem foi banhada cresce continuamente, dando origem ao Senhor Bom Jesus de Iguape, que viria a ser (e ainda é) a segunda maior festividade religiosa do Estado de São Paulo, perdendo apenas para a festa de Nossa Senhora Aparecida.

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves

Construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves, iniciada em 1780.

Na década de 1780 foi dado início à construção da nova Igreja Matriz, haja vista a outra estar em precárias condições. A planta foi encomendada no Rio de Janeiro, custando mil réis, cuja obra executada pelo mestre canteiro Euzébio da Cunha Paiva, só foi concluída 80 anos depois. Em estilo colonial, feita de argamassa, óleo de baleia e pedras retiradas da face marítima do morro, as quais eram transportadas em canoas e depositadas próximo a obra, as pedras maiores que não cabiam nas canoas eram carregadas em carroças, todo o trabalho era executado pela população, voluntário e gratuitamente, sendo apenas dado a cada trabalhador a quantia de 80 réis para gastos com alimentação, cada bairro fornecia semanalmente vinte trabalhadores. Nos domingos e dias santos, depois da Missa Conventual, dirigiam-se a orla, a alta sociedade iguapense, e toda a população, era o Reverendo Vigário, o primeiro a carregar uma pedra e ir depositá-la no lugar da obra, exemplo que todos seguiam, trabalho que demorava por volta de duas horas. Os alicerces com vinte palmos de profundidade, por doze palmos de largura, também foram trabalhados pelo povo. Em 1798, as obras estavam avançando lentamente, e em 1800, estas pararam, retornando em datas esporádicas. Entre os anos de 1816 e 1821 foi mandado construir em Santos, grande quantidade de cantaria, as quais vieram numeradas a fim de serem colocadas em locais específicos. Em 1822 foram contratados no Rio de Janeiro, um mestre e três canteiros, e em agosto do mesmo ano, recomeçou-se a obra, ajudada pelo povo. O Reverendo Vigário, auxiliado pelos Sargentos-mores Bento Pupo de Gouveia e Bartolomeu da Costa Almeida e Cruz, fizeram uma subscrição onde o dito Bartolomeu da Costa contribuiria com um conto de réis, em dez prestações de cem mil réis anualmente e o Capitão-mor José Antônio Peniche, a telha necessária para cobrir a igreja, porém, devido seu falecimento sua esposa e filhos, contribuíram com um conto e duzentos mil réis em dinheiro.

A irmandade do Senhor Bom Jesus, também entrou com o capital que havia em caixa, na importância de noventa e quatro mil e duzentos réis, e por fim a obra foi auxiliada pelo governo, através da lei n° 13 de 17 de julho de 1852, foi concedida a metade da receita proveniente da contribuição do canal do Valo Grande, que era de vinte réis por alqueire de arroz exportado para fora do município de Iguape. Desta forma, a igreja foi concluída, em estado de receber a bênção no dia 27 de julho de 1856, e no dia 8 de agosto do mesmo ano, foram trasladas as imagens da antiga igreja para a nova Igreja Matriz. Até esta data, a matriz de Iguape estava sob invocação de Nossa Senhora das Neves, mas por respeito a essa nova matriz, através da lei n° 11 de 3 de março de 1858 declarado que a Igreja Matriz desta paróquia ficasse sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Iguape. No ano de 1956, elevada à categoria de Basílica. Nela está a imagem do Bom Jesus de Iguape e Nossa Senhora das Neves, padroeiros de Iguape, que atrai milhares de romeiros todos os anos, entre os dias 28 de julho e 6 de agosto.

Rua 9 de Julho

Hotel “São Paulo” e Rua 9 de Julho, bairro Centro, por volta de 1970.

Até o ano de 1810, a população era responsável pela mão de obra para manter limpo o caminho do Porto do Ribeira (atual Avenida Adhemar de Barros), entre 1810 e 1837[9], esse serviço era feito as custas dos donos da carroças que existiam na vila, sendo obrigados a reservar dois dias de serviço em cada mês, para pagar a manutenção. Em sessão do dia 15 de abril de 1836[9], o vereador José Jacinto de Toledo, indicou que a Câmara mandasse abrir uma rua, partindo do canto do seu prédio (atual hotel “São Paulo”), em linha reta ao Porto do Ribeira, mandando orçar esse serviço. No dia 16 de junho, Toledo falou novamente sobre a abertura da referida rua, que foi orçada em 150$000 (cento e cinquenta mil réis), porém, achando a Câmara, muito dispendioso o serviço necessário, ficou adiado “por tempo mais oportuno”. Em sessão de 13 de julho de 1837 foi resolvido então iniciar-se a abertura da nova rua, mas sua conclusão levou algum tempo. No dia 15 de abril de 1839 foi posto o nome de “Rua Direita”, em homenagem à célebre rua paulistana[10], localizada no bairro Sé. No mesmo dia, foram demarcadas as ruas transversais até os limites dos terrenos pertencentes a vila, mas em julho de 1847 a Câmara não consentiu a passagem de veículos por esta nova rua. Após a Revolução Constitucionalista de 1932, em homenagem aos iguapenses que participaram do combate, esta passou a se chamar Rua 9 de Julho.

[editar] Fonte da Saudade

A fonte e seu tanque para lavar roupas, ambos construídos pela prefeitura em 1843.

Em 4 de outubro de 1842[11], foi aberto um canal para levar a água de uma pequena fonte, chamada Fonte da Saudade para o Mar Pequeno, desviando as águas de seu antigo curso por onde corriam ao rio Ipiranga (atual largo Comendador Luiz Álvares da Silva). Em julho de 1843[12], por meio de uma subscrição, o procurador da Câmara mandou fazer na Fonte da Saudade uma parede de pedra e cal para servir de açude, com um cano colocado em altura conveniente para a passagem de água, e um tanque, também construído de pedra e cal, utilizado para lavar roupas. Em 13 dezembro de 1843[12], estava concluída a obra na dita fonte, e iniciada uma mais ou menos semelhante em outra pequena fonte, a qual foi chamada de Fonte de Todos os Santos, sendo que, esta foi feita para evitar que qualquer morador da vila fizesse ali alguma obra, para uso particular da fonte de água. Na Fonte da Saudade foi empregado oitenta e cinco mil réis, tendo a Câmara contribuído com trinta mil réis, e o restante pelos seguintes vereadores: João Mâncio da Silva Franco, doze mil e oitocentos réis, além de quatro dias de serviço de um escravo; Bernardo Antônio Neves, catorze mil réis; Antônio José Pinto, sete mil réis; Antônio José Gonçalves, dois mil réis, e Manoel José Corrêa seu serviço como administrador, na importância de vinte mil réis, porém seria preciso construir os muros da caixa, no qual se gastaria de dez a doze mil réis, para impedir possíveis invasões e danos, bem como, se impedir o corte de árvores no morro para evitar a extinção das fontes naturais, principalmente em época de estiagem, porque, exceto o córrego da Fonte do Senhor, os demais são córregos de pouca água, e pode se afirmar que hoje estes não tem nem a metade de quando o morro ainda não era explorado. Está localizada no sopé do morro, nos fundos da área onde está instalada a sede do IBAMA, e serviu por muitos anos ao povo como uma das alternativas para abastecimento de água potável, para lavar roupas, e também como local de lazer da sociedade iguapense.

Diploma de honra

Diploma d’onore, Torino MCMXI.

Em 29 de abril de 1911, o município de Iguape, representando o Brasil[13] na Europa, conquistou o diploma de honra internacional de melhor produtor de arroz do mundo, disputado em Turim, Itália. Trata-se de uma placa de bronze, em alto relevo, conseguida na 1.ª Exposição Internacional de Turim[14], realizada entre os meses de abril e outubro de 1911, em comemoração do cinquentenário do Reino da Itália, em um evento extraordinário que chamou a multidão de milhares de visitantes, com presença do rei Vítor Emanuel III, dos monarcas, das mais altas autoridades do reino e os representantes de vários países, inclusive o Brasil que possuía dois pavilhões de exposições, localizado as margens do rio Pó. Nele vê-se escrito em italiano: Diploma d’onore, Torino MCMXI, Esposizione Internazionale delle Industrie e del Lavoro (Diploma de honra, Turim, 1911, Exposição Internacional da Indústria e do Trabalho). O prêmio está assinado pelo escultor Edoardo Rubino, e encontra-se exposto ao público no Museu Municipal.